Produtor gráfico e fotógrafo, foi exilado político e jornalista em Berlim, é colunista do portal político Vote Brasil, colaborador do Jornal ABC Repórter e presta assessoria parlamentar.
(Todas as imagens e textos têm direitos autorais.)
Seguimos publicando nossos trabalhos no Caio Martins - Poemas e Crônicas, tendo desabilitado o outro Boteco por razões técnicas.
Este blogue deverá, se os deuses ajudarem, tornar-se uma revista literária virtual, na qual nossos leitores poderão publicar seus textos e discutirem livremente suas visões sobre Arte de todos os tempos.
Até lá, pesquisando mês a mês encontrarão um relicário de excelentes poemas e crônicas, que merecem ser lidos com carinho. E é com carinho que lhes agradecemos a gentileza da atenção e esperamos, num futuro não muito distante, podermos compartilhar opiniões, matérias e companheirismo.
com o tradicional atraso quando de mudanças, convidamos a todos para conhecerem as novas instalações do Boteco. Basta clicar no mapa, e para lá serão conduzidos em segundos. A partir de domingo retomaremos as postagens, com Márcia Sanchez Luz e o poema "Ao te conhecer" tendo como tema de fundo "As Vitrines", de Chico Buarque.
O relicário de quase dois anos de trabalho aqui permanecerá, em homenagem aos nossos provedores e a todos que nos prestigiaram neste período. Foram quase 21.000 visitas, originárias de dezenas países e cidades pelo mundo.
Muito obrigado pela atenção e generosidade brindados, esperamos seguir trazendo a vocês momentos preciosos de literatura de qualidade.
O Boteco encerra seu trabalho deste primeiro semestre agradecendo a todos que nos acompanharam na rota imprevisível da Internet, neste ano e meio. Voltaremos em outubro, em função de compromissos inadiáveis, e pedimos aos nossos queridos leitores que, nesse "intermezzo", percorram o blog desde o início, em janeiro de 2009.
Basta clicar nos meses, na coluna da esquerda e, neles, encontrarão um relicário de textos da melhor qualidade. Aproveitem, prestigiem nossos autores com suas críticas e comentários.
Até lá, desejamos a todos muitos sucessos profissionais e pessoais, prosperidade e caminhos abertos, paz e harmonia.
Forte abraço, muito carinho.
Conversa de botequim - com Chico Buarque - de Noel Rosa e Vadico.
Pode ter até atriz brasileira que se enquadre na lista das musas do cinema mundial. Mas, nenhuma como as americanas. Lembro-me assim de passagem apenas de Regina Duarte, a ex-namoradinha do Brasil, mas ela ainda anda pela casa dos 60 anos, e outras, como nessa fotografia de 1968: Eva Tudor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell, atrizes brasileiras lutando contra o regime militar. Chegou até mim, se bem me lembro não a primeira vez, um .pps que de modo saudoso lembra aquelas atrizes que frequentaram nossa imaginação no final dos anos 50 e especialmente nos anos 60, musas do cinema americano. Com uma particularidade: dá-se nessa divulgação o contraste da sua melhor forma feminina, lindas, e nestes tempos, quando todas passaram dos 70 anos.
Julie Christie, lindíssima em "Dr. Jivago" e agora mostrando em seu rosto honesto, o peso dos mais de 70 anos; Úrsula Andress, na sua aparição deslumbrante no filme "007 contra o Satânico Dr. No" que "satanizava", sim, a nossa (masculina) imaginação e agora revelando no espelho as marcas de sua idade também além dos 70; Sophia Loren, ainda muito bonita nessa faixa etária que exibira na juventude os seios perfeitos, redondos, eles sim, verdadeiros "lolobrígidas", e Brigitte Bardot, símbolo sexual de primeira em qualquer lista naqueles idos, hoje muito, muito, afetada pela idade, mas lutadora incansável dos direitos dos animais. Esse material tão terno tem como fundo a música "To all the girl we’ve loved before" cantada por Julio Iglesias e Willie Nelson cuja letra tem estes versos:
"Para todas as garotas que fizeram parte da minha vida, Que agora são esposas de outros: Estou contente que elas apareceram E eu dedico esta canção Para todas as garotas que amei antes."
Essas "musas eternas", adoradas na telona, sequer sabíamos de sua vida privada. O que importava era sua presença brilhante, inspiradora, sensual, sexual. Sim, elas eram esposas e agora são avós ou, quem sabe, bisavós. As fotos comparativas da juventude e velhice me emocionam pelo que foram elas. Não importam os estragos inevitáveis dos anos agora revelados. Naquele estágio de juventude, esse mistério que há na existência feminina e que não nos damos conta, essas musas engravidaram, amamentaram, cuidaram dos filhos...mas, nunca perderam o poder de sedução quando na telona, mesmo já maduras.
Esses atributos estão presentes na mulher: maternidade, amamentação e sedução. Capazes de explodir na sua relação com o sexo oposto a ponto do rompimento definitivo, nos momentos seguintes, podem esbanjar carinho de um modo ou outro ou envolverem seu companheiro num processo de sedução e desejo irresistíveis. Ah, meus caros, essas mulheres com todos esses atributos ingressam no mercado profissional antes dito masculino, assumem cada vez mais posições de mando exigindo que barbados e marmanjos peçam ordens e aprovações de sua caneta. Segurem as feras...
Falar de Caio Martins é fácil e ao mesmo tempo complexo! E este paradoxo só existe por ser ele um homem de enorme riqueza interior e, portanto, repleto de questionamentos e contradições típicos de quem tem a sensibilidade à flor da pele. Ele encanta em diferentes e múltiplas esferas: política (no sentido mais amplo, de visão de mundo e atuação), sociológica, literária, enfim, humanitária. Sua luta por ideais não se restringe ao individual. Sim, porque quem o conhece, sente que ele prioriza o todo, pois que não é capaz de ser feliz se alguém estiver sofrendo. Não há como contê-lo ante injustiças. O altruísmo presente em Caio, nascido aos 26 de junho de 1945, é traço marcante de sua personalidade. É algo gritante, de tão verdadeiro em seu jeito de ser, sentir e viver. O mundo, para ser transformado, precisa de gente assim. Vida longa! Que ela lhe seja generosa, repleta de saúde, amor, alegria, paz e luz! Beijos de todos os leitores e autores do Boteco.
Mano-véio, favor não esquecer de caprichar na batida de lima-da-pérsia e não esquecer os potes de pipoca e amendoim. E não diga que o excesso de quilometragem prejudicou.
Abração. Jorge.
Você se imaginava, depois de tantas experiências de vida, chegar em 2010 dedilhando um computador com a velocidade que ele oferece, para quem aprendeu datilografia em máquina de escrever do "tempo do onça"? Você tem o mérito de ter acompanhado o tempo e as mudanças, a par de aguçar sua veia poética.
Meus parabéns e meu abraço. Milton Martins.
Quando soube do aniversário do Caio Martins fiquei confuso sobre o que dizer. Como escrever sobre uma pessoa tão grande, tão justa e tão simples. Ética, para ele é essencial, uma cachaça que nunca acaba. Vive como uma criança na forma de escrever. Tem a compreensão da história como um adolescente e vive, como jornalista, sua fome de viver a vida. Este Caio, resumindo, é o grande maestro dessa história que apenas começa.
Grande abraço. Pitter Lucena.
Cantiga de muito longe para Caio Martins
Queria te falar do amanhecer nestes fundos anos de silêncio onde haveria a poesia a órbita astral de teus olhos de luminosa tristeza a palidez aquosa dos teus olhos feitos de estrada
Onde andará a sombra da tua ternura para me encontrar na vida ávida e te apertar em vinho num brinde ao amanhecer e renascer na solidão que a distância escreve na luz.
Queria te falar do amanhecer nestes fundos anos de silêncio mas onde andará tua mão de amigo e poema a revelar noutro caminho o mágico estalar das palavras.
Forte abraço do Luiz de Miranda.
Conheço poucas pessoas que mereçam tanto a felicidade como você. Muita paz, amor, saúde e conhecimento, muito conhecimento. Obrigada por acreditar em mim e nos meus textos. O blog não seria nada se não fosse sua força.
Feliz aniversário Caio. Liih*
Alambique das Letras
Boteco bom que se preze, Tem cachaça de rolha, E cabra bom proseador. Tem dono traquejado Engenheiro e deputado. Há ali quem se embebede Caia de quatro e se despreze! Assim é!
Mas assim aqui não é!
Prosa e Verso de Boteco: Onde o verbo a lapidar, Entregue tosco e sem eco, E a palavra doce Dos amigos a prosear, Deixadas ao Caio, Para metamorfose devida, Sem nenhuma recaída, Em eletrônico alambique, Que o mestre bem sabe usar, Sai destilada a aqua-prima, Que todos bebem sem saciar.
Caio adormece junto a letras, Sonha palavras Vive Prosas e Versos! E assim, eternamente, Neste Boteco da Vida, Caio do elixir beberá! Sempre mais um viverá!
Poéticoetílico abraço do Pedro Da Ros.
Meu Maninho...
Num irmão a gente se vê como nos veem os próximos dos próximos. Dança em seu rosto a história quase do início até o agora.
Os cabelos brancos de hoje são os rebeldes de outrora... Os meus prendi com grampos, os seus colou com "Gumex" (como o Pai, com "Glostora")
O Pai se foi, seguido da Mãe. Os desgarrados somos nós, mas agora, na festa que comemora a tua inauguração neste mundo, só posso dizer que és o que és, mano velho: Figura! Figura!
Maninho mais novo, porém de mais estrada, aceita a homenagem de quem muito aprende contigo e aprendeu sentigo, na ausência prolongada. Ter um mano é ter um porto, tomar vinho e dar risada.
Beijos da Aracéli.
Caio, se você não tivesse insistido tanto eu já teria parado de escrever; é por essa e outras tantas que este dia é tão importante e que desejo que ele aconteça por muitos longos e bem vividos anos. Beijos, com todo amor que lhe tenho.
Zenaide
CARINHOSO- de Pixinguinha e Braguinha, com Elis Regina.
QUIETUDE Caio Martins
(img: cvm - farofa03-2001)
Não darei definições já nada explico ou justifico.
Apenas trarei as mãos plenas de silêncio, cansaço cicatrizes, calor de luta a ternura de um abraço.
Enfim, amigos, sempre fui e seguirei assim mesmo...